Instituição

Instituição

A Associação Goltz de Carvalho é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sediada na freguesia de Buarcos, Concelho da Figueira da Foz.

A Instituição dispõe nos seus corpos sociais, técnicos especializados na área de intervenção e apoio social comunitário.

O seu âmbito de intervenção abrange o Concelho da Figueira da Foz e visa a promoção de acções de solidariedade social, desportivas, culturais e recreativas.

Tem ao serviço da comunidade local figueirense um conjunto de equipamentos e serviços sociais destinado a crianças, jovens, idosos e população de ou em risco de exclusão social, nomeadamente, Creche, Jardim de Infância, Serviço de Apoio Domiciliário e Centro Comunitário.

O nosso patrono

Augusto Goltz de Carvalho.

Nasceu em Buarcos em 28-III-1858 e morreu em 29-IV-1913. Foi conceituado professor primário na sua terra natal onde exerceu o magistério desde 1880, por mais de 30 anos. Filantropo e personalidade influente nos movimentos associativos de Buarcos realiza ali obra importante: durante anos, abre e mantém quase só à sua custa a Escola Popular Dr. Bernardino Machado, bem como uma creche para recolha e assistência diurna de criança pobres cujos pais trabalhavam fora de suas casa, ajuda a fundar a Cooperativa Buarcosense, a União Marítima de Buarcos, os Bombeiros Voluntários e a Loja Maçónica "Luz e Harmonia", de que até morrer foi vunerável. Republicano convicto preside à primeira Junta de Freguesia depois do 5 de Outubro, é membro activo da Santa Casa da Misericórdia, elemento preponderante do Grupo Caras Direitas, presidente honorário da sua Assembleia Geral, leva a efeito presépios e escreve peças para o respectivo grupo cénico, como: "A Vinda do Messias ou O Bom Samaritano" (drama bíblico em 3 actos) e "O Sonho do Faraó" (drama histórico em 1 acto). Homem de grande cultura, Goltz de Carvalho era versadíssimo em máteria histórica e um naturalista apaixonado. Activo colaborador do Dr. Santos Rocha nas explorações arqueológicas da região, na organização do Museu Municipal e na respectiva Sociedade Arqueológica da Figueira, de cuja direcção fez parte, colaborador do seu Boletim, e por conta própria investiga a arqueologia na sua terra. Trabalhou numa obra que se intitulava "Antiguidades do Concelho da Figueira", que se perdeu, para ela investigando genealogias de famílias de Buarcos. Enriqueceu o Museu da Figueira com peças por si construídas - caso da reconstituição miniatura em cortiça do castelo dos Redondos - ou documentos pré-históricos e romanos, medievais e modernos, desde material lítico, cerâmico e metálico, forais e iluminuras, imagens e retábulos, peças de artesanato, etc. Goltz de Carvalho distinguiu-se ainda como estudioso da biologia local, colaborador de personalidades e instituições universitárias, apreciado como recolector de espécies vegetais e animais, catalogador consciencioso de que chegou a possuir uma notável colecção classificada de plantas, que por sua morte se perdeu, e a colecção de conchas marinhas e terrestres que organizou e doou ao Museu Municipal, no seu género a melhor que ali entrou. No domínio dos crustáceos marinhos, descobriu um novo exemplar dos "mayas", o qual, em homenagem ao seu descobridor e sob proposta do Doutor Manuel Paulino de Oliveira, mereceu o título de "maya goltzeana". Incumbidoa toponomía de Buarcos desempenhou esse trabalho com muita erudição e competência com a escolha dos nomes das ruas que foram dadas à vila. Colaborou na imprensa local: "Correio da Figueira", "Correspondência da Figueira", "Gazeta da Figueira" e em publicações de carácter literário e científico como "Anais de Ciências Naturais", "Portugália" (Porto), "Boletim da Sociedade Arqueológica da Figueira" e o boletim "Figueira", muito pouco tempo publicado em separado. À antiga Rua Direita de Buarcos, foi dado o nome de "Rua Augusto Goltz de Carvalho", cuja lápide foi descerrada em 28-XII-1941.

Facebook

Siga-nos no Facebook

www.facebook.com/goltzdecarvalho.ipss

facebook